Charlatanismo e Constelação Familiar

Atualizado: 31 de mai.






Por mais difícil e estranho que isso possa nos parecer, a vida prática nos revela a grande possibilidade de existir um universo de informações ocultas e alojadas em nosso psiquismo ou num campo de informação que nos envolve - extrapsíquico, talvez. Nem sei nomear.


Tudo o que os povos viveram, sofreram e construí­ram antes de nós, parece ainda estar presente de várias maneiras em nosso comportamento atual - mesmo que não saibamos explicar bem como isso se dá ou é transmitido. Estamos falando aqui de uma espécie de herança psíquica. E essa observação não é uma exclusividade dos facilitadores que trabalham nos campos da Constelações Familiares. Muitos outros pensadores e filósofos já mencionaram essa realidade nas últimas eras da humanidade.


Infelizmente, quando a ciência não consegue medir com suas réguas e instrumentos os fenômenos da vida, a pecha de charlatanismo toma conta. Penso que é porque é mais rápido fazer esse tipo de análise depreciativa e, por isso, muitos preferem rechaçar a experiência sensorial em detrimento da razão. Ou talvez, então, no escopo de darem segurança à população contra práticas abusivas de gurus e pessoas mal intencionadas, esse rótulo seja a única solução que os discípulos da ciência vislumbrem enquanto solução - uma espécie de mecanismo de defesa.


Mas, quem trabalha atendendo pessoas todo santo dia vê diante de seus olhos como padrões e comportamentos de 1800 e bolinha ainda geram sintomas aqui-agora.


Eu mesma às vezes me questiono mineiramente “será que esse trem de Constelação realmente é isso tudo?”. E daí­ faço outro atendimento, e outro, e outro, e o fenômeno se repete bem na minha frente feito aurora boreal – aquele outro fenômeno incrível do polo norte que aparece em forma de jogo de luzes que dançam no céu .


A natureza sendo a natureza.

Assim também são os vínculos da famí­lia sapiens, seus entes e seus dramas: cheios de fenômenos que soam misteriosos. Mas, se você se senta e espera que, nas condições propícias o fenômeno apareça, voalá, um “jogo de luzes” começa a dançar bem na sua frente.


A bisavó, o tio avô, a tia, a mãe, o pai. Os emaranhados começam a se revelar e o cliente pode ver “sua aurora boreal familiar” diante de seus olhos.


Esse “ver” já ajuda bastante. Ver seu sistema em perspectiva, considerando 3 ou 4 gerações. Isso já ajuda em muitos casos, pois nos dá noção da nossa pequenitude frente à tantas histórias, luzes, sombras e eventos nunca dantes considerados.


Se o cliente se sensibiliza diante da beleza e força de sua “história boreal”, dificilmente volta a ser quem era antes. Não há defesa contra essa beleza toda. E nem há ciência que possa eclipsar estas constatações. Quem mal há nisso?


Uma ajuda discreta e forte, assim vejo a Constelação Familiar. Ainda mais quando o facilitador a eleva a esse plano – para além da técnica. Lá no além-técnica mora a arte.


E a beleza é uma via muito eficaz de cura porque sai da via comum e racional.


Bert fez isso muito bem contando histórias, usando imagens de grandes poetas, citando a mitologia grega, contos infantis e frases de cura, por exemplo. Há uma arte encrustada nessa ajuda de cunho sistêmico, literalmente há. E vou lhe dizer por experiência própria: essa arte pode curar - mesmo que não possamos medir à luz da santa ciência.



Isabela Couto |Atendimento Online com Bonecos | Constelação Familiar

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