Truque para não julgar, Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Truque para não julgar, Constelação Familiar

Esse texto de Ruth Bebermeyer mostra o que nós temos percebido sobre as diferenças entre DESCREVER o outro e INTERPRETAR o outro. Sobre “ter” seus juízos de valores (o que nos é normal) e fazer julgamentos morais (o que nos detona, ferra e des-beneficia). Vê que didático:


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Nunca vi um homem preguiçoso; já vi um homem que nunca corria enquanto eu o observava, e já vi um homem que às vezes dormia entre o almoço e o jantar, e ficava em casa em dia de chuva; mas ele não era preguiçoso.

Antes que você me chame de louca, pense: ele era preguiçoso ou apenas fazia coisas que rotulamos de “preguiçosas “?

Nunca vi uma criança burra;já vi criança que às vezes fazia coisas que eu não compreendia, ou as fazia de um jeito que eu não planejara; já vi criança que não conhecia as mesmas coisas que eu; mas não era uma criança burra.

Antes de chamá-la de burra, pense: era uma criança burra ou apenas sabia coisas diferentes das que você sabia?

Procurei quanto pude, mas nunca vi um cozinheiro. Já vi alguém que combinava ingredientes que depois comíamos, uma pessoa que acendia o fogo e cuidava do fogão que cozinhava a carne. Vi todas essas coisas, mas não vi cozinheiro.

Diga-me o que você vê:você está vendo um cozinheiro ou alguém fazendo coisas que chamamos de cozinhar?


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O que alguns chamam de preguiçoso outros chamam de cansado ou tranqüilo; O que alguns de nós chamamos de burro para outros é apenas um saber diferente.

Então, cheguei à conclusão de que evitaremos toda confusão se não misturarmos o que podemos ver com o que é nossa opinião.


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Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo IDESV

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