Tenho dó da minha mãe e ai? | Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Tenho dó da minha mãe e ai? | Constelação Familiar

– Isa, por gentileza, dê alguns exemplos de consequências dessa postura de ter pena da mãe. Sofro com isso e não sei mudar. Grata.

– Cada um tem seu destino pessoal. A mulher que é sua mãe é só uma mulher (antes de ser sua mãe). Ela (a mulher) merece viver o destino dela e aprender com a vida que ela (a mulher) tem.

Isso é digno e a integra ao sistema dela (à biografia dela junto ao seu sistema). São aprendizados importantes para ela (a mulher).

Não há truques e nem cartilha para olhar o outro vivendo sua experiência sem ter dó e pena.


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Solidarizar-se é um tipo de atitude-potente, mas dó e pena, não.

A solidariedade finca a gente no real enquanto a pena nos empurra para uma ilusão.

No real a gente diz: nossa, a vida é mesmo bem maior que euzinha e há coisas que não controlo e nem compreendo, então vou respeitar essa maioridade.

Já na ilusão a gente briga com o que está posto – e, por vezes, por muitas vezes, até im(posto) mesmo.

Assim a gente tira a força da vida e acusa o curso inteligente da natureza que desconhecemos.

Lembrei-me do meu professor Décio Fábio. Ele trouxe no último módulo do Treinamento que fiz lá com eles no Idesv, uma frase de Bert Hellinger que diz assim:

”Quem tem pena acusa Deus.”


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O que Bert quis dizer com isso tem a ver com nossa conversa. Quem se coloca nessa postura de dó do outro que sofre ou sofreu algo muito impactante carrega em si a ilusão de que faria melhor se tivesse com a caneta na mão escrevendo o script daquele filme.

É uma espécie de acusação aos eventos ”acidentais?” da vida.

Não precisamos ser indiferentes às intempéries do outro (claro que não). Mas, ao nos depararmos com algo assim que dói na alma, talvez devamos cuidar para que a nossa postura seja de respeito diante aquele destino árido e duro.

De fato a gente não entende todas as variáveis, mas essas pessoas ”sofredoras” saem-se tão fortalecidas de suas experiências que podem deixar um grande legado para si mesmo e para seu entorno (seja em escala doméstica, seja em larga escala).

Temos aí vários exemplos. O povo judeu é um deles. Quantas histórias de superação! Quanta realidade há naqueles eventos. Quanto aprendizado eles nos trazem até hoje – enquanto humanidade.

Enfim. Quando a gente não entende, a gente pode fazer uma grande reverência e suportar esse mistério junto com o outro.

Isso é solidariedade, talvez. Só uma reflexão.
Att


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo #Idesv

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