É possível ver diferente – Constelação Familiar Sistêmica

É possível ver diferente

atendiemnto cliente

 

Uma queixa inocente?

A cliente chega com algumas dificuldades.

O casamento acabou, o marido é alcoólico e o filho já está repetindo o caminho do pai.

No meio da conversa eis a frase: “minha mãe era muito rígida”.

Nas Constelações Familiares uma filha que vê a mãe assim geralmente está desconsiderando alguma parte da realidade e o contexto do sistema.

Tecnicamente dizemos que essa filha tem um olhar exigente para com a mãe.

Ela quer ensinar a mãe como se vive, como se faz, como se casa, como se cria filhos, etc.

 

Há consequências

Sei que pode parecer absurdo para quem lê, mas há consequências para o filho que critica ou exige algo mais dos pais, conforme seus desejos e vontades.

Se você já conhece a Constelação Familiar sabe que há uma lei que precisa ser respeitada nas relações entre pais e filhos.

Essa é a lei da hierarquia, ou ordem.

 

É injusto

Mas, quem é que escreveu essa lei esquisita, Isabela?

Eu não quero nem saber dessa lei. Eu odeio leis. Eu quero ser livre.

É injusto um filho precisar se calar frente ao que entende ser abusivo ou apequenado.

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Lei da gravidade

Vou me valer da lei da gravidade para explicar a lei da ordem.

Não há exemplo mais batido no mundo das constelações familiares para explicar as leis sistêmicas do que a lei da gravidade.

Mas, também, não há exemplo melhor.

 

Pão com manteiga

Veja. Não há como acusar a lei da gravidade de justa ou injusta só porque seu pão com manteiga caiu no chão com a manteiga virada pro chão, certo?

A lei da gravidade funciona assim e não tem como desligá-la.

Essa é a característica das coisas ditas naturais – elas não tem botão de liga-desliga.

A natureza não é justa ou injusta. A natureza apenas é.

Por isso, cuida do seu pão com manteiga.

As coisas não vão ser sempre do seu jeito.

 

Ordem

Filhos que reivindicam outro pai e mãe, outro jeito de ser da mãe, outra família, outros irmãos, outro, outro, outro. Que sempre ficam demandando uma outra realidade que não a sua.

Ou, voltando ao caso da filha que tem lá dentro de si uma reclamação com sua mãe; filhos que insistem nessa postura alienada, revelam-se adultos detonados na vida, posteriormente.

Podem observar. A vida é um laboratório ao céu aberto. O que mais há no mundo é família.

A cliente ama a mãe, convive, toma um café o outro, faz almoço no domingo, mas lá dentro da alma está infringindo a Ordem (uma das leis naturais que governam as relações familiares).

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Julgamento

Essa filha do exemplo citado queria porque queria ter uma família melhor do que a que teve originalmente; ela sonhou criar filhos melhores do que própria mãe criou; ela pelejou para ter um marido melhor do que o que a mãe escolheu outrora, etc.

Como se estivesse em uma competição escondida e íntima, ou como se fizesse uma acusação velada ou explícita, ela desejou ser melhor que a mãe como se fosse fácil ter filhos, casamento, projetos e sonhos.

 

Fazer melhor x fazer diferente

– E tem algum problema em querer uma vida diferente dos modelos anteriores, Isabela?

– Não. Não tem. Mas, o pulo do gato está na postura com que se busca o que se busca.

Se compreendermos esse detalhe sutil, ficamos liberados para o sucesso nas relações familiares e pós-familiares.

 

O ”como”

Se essa filha fizer isso tudo visando superar a mãe, o pai e a realidade original, ferrou.

Se ela fizer isso tudo com julgamento, ferrou.

Cada qual sabe dentro de si se está julgando, se está magoado e se está preso à críticas internas bastante arraigadas em relação aos pais, ou àquilo que recebeu e não recebeu deles.


Preste bastante atenção a essa imagem!!!


atendiemnto cliente

 

Aqui não se trata de amor, se trata de ordem

Pedi que a cliente me dissesse: quantos filhos sua mãe teve?

E ela respondeu: 15

Na sequência eu perguntei: quantos filhos você tem?

Ela, então, respondeu: 2

 

15 a 2

atendiemnto cliente

 

Já que havia um discreto clima de competição, coloquei 15 bonequinhos sobre a mesa para gerar impacto (vide imagem acima).

Eu pensei de cá: chamar essa mãe de “bastante rígida” é estranho, não é?

Olha a força dessa cena!

Se cuidar de 2 é punk imagina 15.

 

Um respeito ancestral

Enquanto facilitadora meu coração se encheu de respeito por aquela mãe-de-quinze-filhos!

A vida inteira a cliente quis provar pra si mesmo e para sua mãe que ela (a cliente) poderia se casar, ter filhos, ter uma casa e uma vida bem “melhor” do que a vida “rígida” que sua mãe lhe dera.

Com essa postura contra a ordem e queixosa, o que está acontecendo com a cliente?

Dor, sofrimento e cansaço.

Seus planos não saíram como o imaginado.

Agora, experimentando a vida na pele, a cliente pôde entender sua mãe com um olhar mais amoroso.

Depois desse reconhecimento, a ordem tende a ser reestabelecida, mesmo que pela via do sofrimento.

 

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Agora já se faz possível perceber algum reconhecimento da filha em relação à sua mãe.

Como diria o filósofo anônimo e contemporâneo: depois que a gente vê a gente não desvê mais

As exigências se vão se atenuando e o fluxo de força que existe entre as gerações voltam a nutrir sua alma.

É um trabalho bonito de se ver e de se viver.

Melhor que isso, funciona!


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar | Atendimento Online com Bonecos e Cursos

14 comentários em “É possível ver diferente”

  1. Isabela, impressionante esse relato, parece com a minha historia vista na constelação que fiz com você.
    Até agora estou remoendo tudo aquilo que foi visto no campo. Fiquei surpresa pois imaginava vê outro assunto, mas entendi que era isso que eu precisava vê naquele momento.
    Isabela, lendo esse relato seu me surgiu uma questão, será passível marcar outra seção para discutirmos aquilo que já foi visto? Ou tenho que aguardar os movimentos acontecerem naturalmente.
    Me desculpe, mas a seção me deixou com um gosto de “quero mais”, ou melhor, me deixou um vazio, entende?
    Grata por tudo quanto tem feito para tornar as pessoas mais felizes e conscientes!
    Grande abraço!
    Att,
    Maria da Graça

    • Oi Maria… eu sempre indico 1 ano a 2 anos entre constelações. Aliás indico 3 constelações na vida.

      Sugiro que assista esse programa gratuito…

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      Espero que auxilie vc

      Abraço

  2. Isabela, muito obrigada por estar sempre ensinando e compartilhando conosco as coisas que aprendeu . Esse mundo da Constelação é de fato maravilhoso! Todos os dias aprendemos algo. Um grande abraço.

  3. Esse movimento interno não acaba nunca. Todos os dias ,se “bobearmos”, estamos julgando nossos pais novamente. Aí precisamos refazer o movimento. É como se falássemos para nós mesmos: ” preste atenção … você está julgando novamente… volte p o lado de cá, volte p p seu centro e coloque esses pais de novo num lugar especial no seu coração.” E assim vamos nos reeducando, como diz a Elza: um pouquinho todo dia, todo dia um pouquinho!!!
    Gratidão Isabela!!!

  4. Depois que a gente vê VOCÊ, a gente não consegue desvê mais! É respeitar as Ordens!”Simples” assim! Eu , particularmente, não sabia(via) que Gosto muito das suas Enormes Contribuições! Um grande abraço,Isabela; e OBRIGADO

  5. Vou deixar aqui um pequeno comentário. Já se foram duas constelações com vc Isabela. A primeira aquela cacetada. Aprendi, compreendi e continuo trabalhando no que foi apresentado. ‘E trabalho para 120 anos como vc diz. A segunda constelação foi mais sútil. Nela aprendi (de novo) que a jornada dos 120 anos é rica. E que nela existem nuances, sutilezas, vivências e experiências para a vida toda. Agradeço as duas oportunidades que tive com vc. Valeu as duas da mesma forma. A primeira foi aquela porrada , mexida, tsunami. A segunda foi um tapinha inicial mas dias depois entendi que esse tapinha, na verdade era uma porrada fantasiada de doce de leite. Só então percebi que a sutileza guardava um tanto de coisa escondida. Tive que mudar o óculos de novo. Então desde que comecei a usar e viver os ensinamentos da constelação, minha coleção de óculos aumentou sabe ?! Muito grata ao seu profissionalismo, ética e conhecimento.

    • Ei Ana. Acho que me lembro da sua CF. Que bom que está investindo nos “óculos”. Os graus vão mudando e a gente começa ver-profundo. Vamo-que-vamo…

  6. Estou aprendendo muito com seus textos , Isabela. Depois que vc diz, parece tão obvio…Coisas que estão diante dos nossos olhos e não enxergamos. Muita gratidão

  7. Perfeito. Vc consegue simplificar e fazer a gente ter um outro ponto de vista.
    As relações familiares são um enorme laboratório e nem sempre a gente está de jaleco…kk

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