Somos indivíduo e também grupo, e agora? | Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Somos indivíduo e também grupo, e agora? | Constelação Familiar

Felicidade absoluta não é uma obrigação, viu gente?

Vida em abundância não significa felicidade.

Nada é do jeito que a gente espera e na hora que a gente quer o tempo todo.

Quem nos serve bem assim é só o garçom, mas a realidade não está muito aí para os nossos quereres.

A vida não tem cardápio.


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A natureza não pergunta à formiga se ela quer chuva agora ou mais tarde.

Nem o leão deixa escapar sua presa por dó.

A natureza não consulta desejos, ela simplesmente opera conforme sua ordem perfeita de funcionamento.

O tsunami é lindo na visão natural das coisas.

Quem chama ele de mal e destruidor são os que estão no seu caminho.

Mas um tsunami é a natureza sendo ela mesma.

Quando o homem ganhou um nível de consciência a mais, ele se apartou do natural e entrou pro cultural – ou ao menos age como se assim fosse.

A gente “inventou” a civilização pretendendo mais segurança. Agora aguenta!

Em grupo, teoricamente, tudo fica mais fácil: foi o que pensamos quando “montamos” as sociedades tal qual a conhecemos?

Na verdade, por não termos nenhuma ferramenta natural (dente, asas e garras afiadas), precisamos nos agrupar.

Assim os sapiens atravessaram as eras.

Hoje em dia eu não preciso mais pescar um peixe, nem caçar meu almoço.

Eu vou no supermercado e lá tem de tudo em bandejas de isopor.

Tudo de bandeja, como dizem

Não corro mais o risco de um rinoceronte correr atrás de mim.

Com as ferramentas adequadas eu escrevo textos na internet e os distribuo para o mundo todo.

Eu me comunico bem mais facilmente, ando de carro ou ônibus por longas distâncias, vôo entre os continentes assim como os deuses da mitologia podiam fazer, navego pelo globo sem precisar de barbatanas e guelras.

Enfim. Há muitas facilidades quando se vive em agrupamentos.

Contudo, não tem almoço de graça – conhece este ditado?

Pois é, tudo tem seu preço.

O rinoceronte não me pega mais no caminho de volta pra casa, mas com um ladrão ou um atropelamento eu posso sofrer.

Minha vida ainda está em risco. Talvez menos, talvez mais. Vai saber.

Estamos na viagem, na saga, em processo.

Ainda não lidamos bem com essa miscelânea entre natural e cultural.


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É tanto câncer, tanta depressão, tanto suicídio. Tudo tem seu preço.

Nunca vi um cachorro que tenha se suicidado buscando alívio existencial.

Penso por vezes que montamos as sociedades e caímos numa armadilha.

Mas também, por outro lado, gosto de saber dos desenvolvimentos técnicos e científicos de que o homem foi e é capaz de empreender.

E então?

Como conviver com essas duas instâncias em nós?

Somos natureza, mas também cultura.

Somos indivíduo, mas também grupo.

Somos instinto, mas também razão.

Somos privado, mas também público.

Somos selva, mas também metrópole.

É dessa combinação explosiva que nascem nossos conflitos e nossas doenças.


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É daí que nasce também, ao meu ver, a rica experiência da nossa espécie humana.

Ainda não aprendemos a lidar com essa nossa velha-e-nova forma de ser e estar no mundo.

Há um custo embutido para cada escolha. Há também escolhas que nem podemos fazer – por exemplo: não podemos ficar bichos. Não temos essa liberdade.

A nossa natureza é mais ampla e tem exigido muito de nós.

Nascemos muito dependentes, diferente da tartaruguinha que sai do seu ovo e já corre pro mar.

A tartaruguinha sabe como viver. Nós, humanos, não.

Ela não pode escolher outra vida, ela nem cogita ser arraia.

O software da tartaruguinha ajuda ela ser quem ela é, esplendidamente.

Com o ser humano não é assim: temos consciência e inconsciência e transitamos entre muitas escolhas.

Como disse Satre:

“Estamos
condenados
a ser livres.”

Não sei se vocês me entenderam, mas felicidade absoluta só em outro planeta ou sistema, nesse nosso não há essa chance.

Se ficar (na selva) o bicho pega, se correr de lá o bicho-homem.

Desejo-nos arranjos 🙂


Isabela Couto | Psicanalista | Whats (31) 9 8269-8379


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