Jeitinho Brasileiro e Constelação Familiar? Será que funciona? – Constelação Familiar Sistêmica
Jeitinho Brasileiro e Constelação Familiar? Será que funciona?

Jeitinho Brasileiro e Constelação Familiar? Será que funciona?

O ”jeitinho brasileiro” não funciona na Constelação Familiar

Decidiu-se pela Constelação Familiar? Sente-se no banco dos réus.

Quem quer ficar inocente durante uma sessão de CF perdeu tempo.

Quando o ”campo” aponta algum detalhe ele pode ser mesmo bastante dolorido e desconfortável de se ver.

E, porque? Porque a gente quer ficar inocente. A gente quer objetar. A gente quer rearrumar o verbo e se justificar ”não é bem assim” ou ”mas eu fiz por bem, achei que estava certo” ou ainda ”mas você não conhece como minha mãe é”.

Como diz Bert Hellinger: o inocente nunca cresce, fica criança a vida toda.


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Bert é um alemão e suas intervenções são firmes e, às vezes, vistas de fora, são duras e complicadas de processar.

Mas, fato é, que esse jeito hellingeriano de conduzir essa abordagem desloca o inocente para o modo-culpado (mesmo que o cliente se agite e conteste todas as provas).

Ler e ver Bert atuando é sempre um esbarrão que nos joga uns dez passos pro lado e pra frente.

No Brasil, por conta da nossa cultura ”cordial” e do tão conhecido jeitinho brasileiro, indicar ao dito inocente a sua culpa é um desafio para os consteladores que prezam o que esta abordagem tem de melhor – a objetividade e a responsabilidade por nossa própria vida e nossos muitos dessabores.

A mim, parece-me, que nós brasileiro nos ressentimos mais facilmente que os das demais cultura (mas é só minha impressão mesmo).

Enquanto o Bert, por exemplo, diz ”volta pra sua cadeira pois não vou atender você com essa sua postura resistente”, nós aqui no Brasil praticamente temos que oferecer um jantar pra dizer ao cliente ”deixe seus pais serem como eles são e aceite sua história, você está vacilando”.


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A Constelação Familiar é para alguns poucos corajosos.

Poucos levam essa abordagem às últimas consequências e crescem com ela.

Poucos saem do modo criança, do modo-vitima para um modo mais auto-responsável de ser e de tomar a vida.

O jeitinho brasileiro, decididamente, não funciona nas Constelações Familiares.

Não mesmo.

A gente podia ficar mais adulto um pouquinho e ir abrindo mão disso.

Seria tão promissor!

P.s.: Eu não pago jantar.


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo #Idesv

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