Concorda com o real – dói menos | Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Concorda com o real – dói menos | Constelação Familiar

Dizem que se a gente solta o corpo numa correnteza forte de rio, a água nos carrega até a margem segura.

Mas se a gente se debate, a gente se afoga.

Misturando isso com a sabedoria do oriente do “segue o fluxo” o entendimento cresce.

Você é livre

1) pra agir se debatendo e resistindo às propostas maiores da vida ou;

2) pra agir calmamente (não-agindo), boiando, concordando com as situações imperiosas que são-o-que-são e pronto.

Vale lembrar que tudo seu preço: margem segura ou fundo do rio? Podemos escolher.

Um tsunami, por exemplo, é algo grande demais, ou seja, é-o-que-é.

A morte, a perda de um ente querido, é-o-que-é.

Um pai que você chama de desatento, uma mãe que você conclui que foi ausente, uma mãe que morre muito antes do que você gostaria, uma traição, etc.

Situações assim são-o-que-são e pronto.

Querer encarar um tsunami é afogamento na certa.

Querer mudar o homem (pai) desatento e a mulher (mãe) ausente, retira suas forças.

A concordância.

A grande sacada é concordar que tudo isso é-como-é, e pronto!

Desse jeito você se safa dos perigos do tsunami decidindo-se por um lugar mais seguro para morar ou passar férias; você se safa da mágoa perpétua com o pai e com a mãe, porque compreende e concorda que eles são-o-que-são (um homem e uma mulher imperfeitos, filhos de homens e mulheres também imperfeitos, assim como todos nós); você se safa de um luto eterno porque concorda que a morte faz parte; você se safa da dor estendida da traição porque concorda que as relações podem ser pra sempre (ou não).

Quando a gente concorda, ficamos mais livres da raiva, da mágoa, da angústia, da dor, da solidão.

Nesse movimento de “se soltar” a gente uni forças com a corrente forte da vida e, aí sim, ela nos carrega e encaminha prum lugar bem mais seguro e tranquilo.

Nesse soltar há uma sabedoria.

Se entrega.

Você é o pequeno, o rio é o grande.

Você é uma partezinha, a vida é tudo.

Como diz a música: “Não sou eu quem me navega/ Quem me navega é o mar”

Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo #Idesv

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