Como assim “alguém representa um ancestral?” – Constelação Familiar Sistêmica

Como assim “alguém representa um ancestral?”

[Pergunta] Como se dá isso de alguém vir a representar um antepassado? Se há destino não existe escolha. Só existe vínculo?

[Comentário Possível] Vamos por partes?

Como se dá isso de alguém da geração mais nova representar um antepassado?

Não fazemos a mínima ideia, mas é assim que funciona. Como comprovar? Pela observação. Por isso a Constelação Familiar está na gaveta do “empírico fenomenológico”.

A gente não sabe como as células se dividem e formam uma criança. A gente só sabe que é assim. Ninguém ainda explicou a vida, mas no mundo não param de nascer crianças.

O que há num esperma? O que num óvulo? Que força é essa?

A gente não sabe muito sobre os buracos negros mas, pelos efeitos que causam nos espaço e nas massas de seu entorno, é possível afirmar sua existência e elocubrar um pouquinho mais sobre os mistérios do universo.

A lei da Gravidade, entre todas as forças que os homens já conhecem, é a mais estudada e a menos conhecida delas. E pelos efeitos, contudo, sabemos que ela está ai, atuante.

Então, a primeira dica para quem quer conhecer as Constelações Familiares é “observem os efeitos”.


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Aqui, nesse arraial sistêmico, o que nos importa é: observem os efeitos da desconexão com os pais e da exclusão de membros do sistema.

Geralmente os efeitos da desconexão são insucesso profissional e pessoal a níveis cada vez piores.

Há tantos danos aí na infração das leis sistêmicas quanto pular do sétimo andar de um prédio e desconsiderar a gravidade.

É bastante ingênuo, portanto, ignorar essas forças operantes no sistema familiar.


Quer aprofundar? Veja meus vídeos.


Se há destino não existe escolha.

Bingo! Há destino e predeterminismo nas Constelações Familiares (você nasceu no seu grupo e ponto).

Isso assusta um pouco a todos nós, pós-iluministas, pós-modernos, pós-verdade, pós-o-escambal.

Mas, sugiro que, mesmo com dor no estômago, chegue no final do texto. Há uma solução viável, há escolhas possíveis, paradoxalmente.

Foi muita filosofia escrita e desenvolvida na história humana para nos catequizarem: “somos indivíduos e somos autônomos”.

Então, palavras como “vínculo” assustam mesmo.

Incitar essa ideia de liberdade foi algo bom e lucrativo pro mercado, aliás. Tinha que ser.

Todo mundo quer ser autônomo e livre (exatamente porque, no fundo, sabemos que não somos – então, vende-se um desejo).

As propagandas de marketing exploram bem essas ideologias de desejo.

Cigarro e asa-delta. Quem se lembra? Guaraná e ondas de mar, surfe, peito aberto, juventude, faça o que você quiser.

Balela.

Se pararmos para “observar” não somos tão livres assim, nem tão autônomos assim.

Estamos em rede, conectados. Não podemos desprezar ninguém dos sistemas nos quais estamos inseridos (sistema familiar, sistema organizacional, sistema educacional, etc).

Em todos esses lugares as 3 leis sistêmicas estão agindo: Ordem, Pertencimento e Equilíbrio (e o interruptor de liga-desliga não está nas suas mãos).

Bert Hellinger, contudo, ocupou-se primordialmente do sistema familiar porque é nesse sistema que toda a humanidade é forjada – a família é a matriz das matrizes.

Na filosofia de Bert percebemos dois tipos de conexão, uma saudável e outra não.

1) vínculo

2) emaranhado

Você pode estar vinculado e em paz com seu sistema. Aqui você fica seguro.

Ou, você pode estar emaranhado e em guerra com seu sistema. Aqui você está ferrado.


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Toda Constelação Familiar auxilia a pessoa a caminhar do emaranhado para o vínculo. Ou, como Bert gosta de dizer, ir do amor-cego ao amor-que-vê.

E ai você tem sua ESCOLHA. Chegamos nela!

Consciência ou Inconsciência? Vínculo ou Emaranhamento? Amor-que-vê ou Amor-Cego? Saúde ou Doença? Família ou Ilha? Para o Mais ou Para o Menos?

Constelação Familiar pra mim é igual sair de carro por ai. Você pode ir pra onde quiser, mas só anda em segurança aquele que conhece e observa as leis de trânsito.

Mas que há escolhas, ah isso há!


Isabela Couto | Terapia Sistêmica e Constelação Familiar | Wapp (31) 9 8269-8379

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