Antes e Depois | Constelações Familiares – Constelação Familiar Sistêmica

Antes e Depois | Constelações Familiares

 

Novidade

Ninguém nos disse, antes de Bert Hellinger, que há leis regulando nossos relacionamentos (tal qual existem leis de trânsito, de ritmo biológico, ou entre os planetas no universo). 

E mais, que quem observa essas leis faz tudo ficar mais leve, em ordem, fluir.

Mas, o que é a lei? Que potência há nela? Como age? O que é? 

 

Lei é lei

É uma força que funciona e pronto! 

As leis de que estamos falando aqui são leis sistêmicas humanas e naturais.

Veja, eu disse sistêmicas, humanas e naturais.

Lei natural, por exemplo, é algo imperativo.

E o que significa ”algo imperativo”?

Vou dar exemplos ao invés de explicar:

Um vulcão, um tsunami, uma tempestade, um terremoto, a lei da gravidade.

Com tais fenômenos não se discute.

Eles são incontestes.

Ou se sujeita, ou põe a vida em risco ou morre.


Atendimento Online com Bonecos


 

Outro imperativo

Ninguém deixou tão claro, como Hellinger, que nossa primeira relação no mundo é com nossos pais (principalmente com a mamãe). 

Mentirinha.

Alguns psicanalistas, filósofos e pensadores de forma geral já haviam percebido essa importante fase da vida humana, mas do jeito que Hellinger nos mostra, parece-me uma novidade.

Bert Hellinger coloca-nos em ordem, hieraquia, em escala.

Ou seja estamos classificados em relação aos nossos pais e irmãos.

A tese é:

Temos um lugar no sistema e funcionamos melhor quando desempenhamos esse papel

 

Etapas

Se a gente se sai bem dessa primeira etapa (dessa etapa original), tudo o que vem depois (amigos, trabalho, relacionamento amoroso, saúde, profissão, filhos, etc); tudo fica bem mais harmônico e tem grandes chances práticas de dar mais certo do que quando desrespeitamos e nos julgamos altivamente como sendo bem melhores pessoas que o nosso papai e a nossa mamãe.

Ninguém deixou tão claro quanto o Bert que somos vinculados por uma força muito poderosa atuante no grupo familiar. 

E ninguém deixou tão patente que essa força psíquica (ou anímica, como queiram), interfere e dita o ritmo do nosso dia-a-dia.

 

Quem mais importa?

Irmãos também nos são muito importantes quando se trata de sistema-familiar, por exemplo. 

Tios-avós, quem diria, eles também ”aparecem” muito nas consultas.

Se um irmãozinho nosso, por exemplo, existiu por 2 segundos que seja (ainda que só no ventre), ele precisa ser contabilizado.

Isso tem grande impacto nos irmãos que conseguiram nascer e no casal.

Muitas e muitas vezes percebemos na clínica o poder dos filhos abortados sobre as demais pessoas que compõem o sistema familiar (sejam eles filhos de abortos provocados ou não). 

 

Como percebemos?

Pelos efeitos nos vivos. 

Ou sobra para a mãe e o pai que, por exemplo, provocaram o aborto considerando algum motivo pessoal, ou sobra para os irmão da criança abortada.

As pessoas envolvidas em casos como esse se flagelam (inconscientemente), adoecendo, falindo, engordando, deprimindo-se. 

São vários os sintomas percebidos na prática clínica.

Elas fazem de tudo para dar errado na vida – repito, o fazem sem saber. 

É como se elas não se permitissem serem felizes após aquele evento familiar que fica escondido, esquecido, não-falado, ocultado, não-dito.

Mini-Curso Gratuito 10x mais resultados com a sua Constelação Familiar

 

Outro exemplo

Esse vínculo poderoso entre os irmão também é observado quando há acidentes trágicos (carro, moto, avião, afogamento, quedas); ou quando há mortes por assassinatos; ou ainda doenças que tornam o destino de um irmão mais complicado que o do outro.

Geralmente, o que percebemos, é que o irmão que fica vivo ou que está em melhor situação se sabota e se impede de ficar bem quando o outro irmão não está em mesma condição ou perdeu a vida.

Já vi, por exemplo, um cliente fazendo todos seus negócios irem mal aparentemente porque seu irmão mais velho morreu em um acidente de carro quando eram crianças.

É difícil ter sucesso depois de um evento assim.

A não ser que o sujeito atingido por tal acontecimento metabolize essa informação num viés positivado que, aqui nas Constelações Familiares, chamamos de amor-que-vê.

 

Uma sessão

Todas essas questões que nos trazem as Constelações Familiares podem ser olhadas em uma sessão. 

Podemos perceber alguns rastros sobre a maneira que o cliente se sabota e porque tem agido de forma autodestrutiva, sem que queira isso para si conscientemente, claro!

Atenção. Eu disse que algo pode ser ”olhado” na Constelação Familiar.

Estou grifando essa minha fala porque a experiência me mostrou que a próxima pergunta que se fazem ao lerem algo assim é ”mas só olhar resolve e soluciona?”.

 

Já vi de tudo

Há quem ”olhe’‘ e de tão estupefato, movimente-se rumo à lugares-dentro-de-si nos quais nunca esteve.

E essa é a proposta maior da Constelação Familiar:

… movimentar algo que estava parado antes.

Quando acontece assim, o que chamamos de resultado está posto e foi alcançado.

Mas, há também quem ”olhe” para sua constelação e meio desconfiado, sem saber se ”só isso vai resolver seu sintoma”, continue paralisado ou não se movimente tanto quanto poderia.

Quando é assim, o tempo, talvez, possa ser melhor remédio.

Cada cliente tem seu tempo.

 

Resultados

Não conseguimos garantir resultados precisos e objetivos porque precisamos considerar as múltiplas reações possíveis dos clientes ao que lhe é revelado em sua sessão de Constelação Familiar.

Realmente, estamos no campo da subjetividade e cada qual interage com seus emaranhados e sintomas de maneira muito peculiar e imprevisível.

O contexto da pessoa que busca ajuda precisará ser respeitado.

 

Ancestralidade não é barreira

Antes de Bert Hellinger, penso eu, essas percepções estavam ocultadas da maioria.

Ou, ao menos, não estavam tão cristalinas assim como hoje. 

Muitos de nós vivíamos repetindo padrões ou paralisados, entristecidos e sem atuação efetiva no mundo. 

Não existia uma narrativa que nos apontasse na ancestralidade um fonte de solução e expansão do nosso mundo subjetivo.

Aos poucos as Constelações Familiares estão ensinando as pessoas a repensarem seu mundo e, o mais importante, a se reposicionarem como pessoas-em-relação, em grupo, em tribo e, talvez o mais impactante:

… considerando sua ancestralidade não como estorvo, mas como possibilidade que se abre para um horizonte mais amplo.

 

Ultrapassamento

Movimente-se na lei e com a lei.

Comece daí. Beneficie-se delas.

São regras para a liberdade, apesar de soar como paradoxal ou limitador.

E, então, quando sentir o momento oportuno da transgressão amorosa e a favor da vida, transgrida respeitosamente.

Essa também é uma lei: transgredir.

Com amor e sem julgamentos. 

Ultrapassar.


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar | Atendimento Online com Bonecos & Cursos

 

8 comentários em “Antes e Depois | Constelações Familiares”

  1. Isabela…e como eu como mãe poderia livrar meu filho de se sentir culpado pelo irmão que faleceu?Eu sendo conhecedora passo a ter consciência,sendo minha a responsabilidade.. Então, como eu liberto o meu filho da culpa?

    • Não há como controlar tudo. Cada sujeito experimenta a realidade de um jeito. Mas, se os pais processam bem um fato assim há mais chances para o referido irmão fazer o mesmo.

    • Não tem a ver com convívio físico. Pode ser que tenhamos ligação com um bisavô ou tia-avó…. de 100 anos atrás.

Deixe um comentário