Constelação Familiar. O que é? Os benefícios e os perigos. – Constelação Familiar Sistêmica

Constelação Familiar. O que é? Os benefícios e os perigos.


O Começo

Posso começar falando que a Constelação Familiar tal qual a conhecemos hoje é uma evolução da Constelação Familiar de Virgínia Satir e Thea Schonfelder – profissionais que fizeram parte dos caminhos de Bert Hellinger há algum tempo atrás.

Poderia dizer, ainda, que Bert é um ex-padre católico e que estudou psicanálise, análise transacional, terapia primal e muitas outras abordagens terapêuticas até sintetizar suas várias percepções que desembocaram na espinha dorsal de sua filosofia prática.

As 3 Leis (espinha dorsal)

Aos poucos Hellinger percebeu 3 leis dos relacionamentos. Leis que fazem as relações mais leves e fluídas. Seriam elas: ordem, pertencimento e equilíbrio.

Basicamente é o seguinte. Quem anda nas leis, fica bem. Quem anda fora das leis, fica mal.

Muita coisa começa a desandar para os ”fora-da-lei”. Doenças, falta de dinheiro, descasamentos e por ai vai.

E o contrário também é verdade. Saúde e prosperidade para quem compreende as tais leis.

Constelação é psicologia?

Não. Não é. E isso também gera muitas confusões entre as pessoas. A Constelação Familiar está mais para um ”estilo de vida” do que para uma terapia.

Aquele que a compreende nesse nível, é mais feliz com a abordagem e extrai dela bem melhores resultados.

Costumo dizer que Constelação Familiar não é terapia, não é coaching, não é hipnose, não é psicanálise e nem é psicologia.

Constelação Familiar é constelação familiar – e não há outro jeito de se dizer isso.

 

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Quantas sessões?

A Constelação Familiar não tem sessões recorrentes, por exemplo.

Em apenas uma sessão alguma informação é sacada do encontro que há entre o constelador e o constelado. E isso basta para o próximo movimento que o cliente precisa dar na vida.

Geralmente a qualidade da informação extraída do campo é tão (mas tão relevante) que o cliente precisará dos próximos 2 anos, 5 anos, 10 anos para colocar tal postura em ação.

Por isso não é indicado uma sessão após a outra.

Eu sempre indico ao menos 1 ano de espaço entre uma sessão é outra (mas, claro que cada caso é um caso e isso precisa ser olhado individualmente).

 

A Constelação Familiar é para curar doenças?

Não, não é. Apesar de isso acontecer muitas das vezes. Mas esse seria apenas um efeito colateral do resto todo.

A meta da Constelação Familiar (se é que ela tem uma meta) é curar os relacionamentos. Os laços. Os vínculos. As desconexões.

Então, anota aí: ”Constelação Familiar não tem como meta curar doenças e sim relacionamentos”

Peculiaridades

A sessão é quase silenciosa. O cliente traz um tema e no silêncio esperamos algumas percepções emergirem do que chamamos ”campo”.

Não há conversas antecipadas e quanto menos informação o cliente oferece para o constelador mais bem atendido ele será (ao contrário das demais terapias nas quais a quantidade de informação é importante para qualquer diagnóstico).

Modalidades

A Constelação Familiar originalmente vem de trabalhos em grupos (que também chamamos de workshops).

Também pode acontecer em consultório com bonecos e âncoras de solo (marcações no chão).

E, online, com bonecos (essa já é uma opção testada e viável)

 


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A Constelação Familiar é perigosa? Pode fazer mal? Adoece as pessoas? Ilude?

Tenho recebido algumas perguntas nesse sentido, ultimamente. E, como trabalho com as Constelações há algum tempo, sinto-me tocada por esses questionamentos.

Basicamente a Constelação Familiar nos leva à reconexão com a nossa ancestralidade.

Eu não consigo perceber a reconciliação com a nossa família como algo capaz de nos adoecer e nos iludir.

Como assim levar as pessoas ao caminho da compreensão, do respeito e do amor ao seu clã pode ser um desastre? Não soa estranho?

Mas, acontece. É bizarro, mas acontece.

 


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As Ilusões

Tenho percebido isso na minha prática clínica no atendimento com bonecos online, que é onde eu mais atuo.

Percebo isso também no contato com minha audiência no Youtube e demais redes sociais.

Muitas pessoas estão adoecidas, frustradas e muitas também se sentem iludidas em relação à Constelação Familiar, é verdade.

E até dou alguma razão para elas e vou lhes contar porque.

Você já tentou compreender o que é a Constelação Familiar digitando no Google: constelação familiar?

 


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Os desencontros

Se você é novato e quer entender do que se trata Constelação Familiar, algo muito inusitado vai acontecer.

Há muitas informações sobre o assunto (muitas mesmo).

Mas, há também um desencontro de informações gigantesco.

Há vários tipos de constelações familiares.

Há uma sorte quase infinita de consteladores tão diferentes que quem pesquisa pode sair mais confuso do que antes.

E daí, a pessoa mais aligeirada compra sua sessão, mesmo sem saber muito bem do que se trata ou (o que é pior), ela compra achando que já sabe como será a sessão.

Pense numa bagunça.

Muita calma na hora de comprar a sua CF

Esse cenário-aflito que narrei coloca quem busca ajuda na Constelação Familiar a um passo da frustração e da decepção.

Depois disso, para a doença é outro pulo.

Imagina você, ansiosa por resolver sua questão, entrar no açougue desejosa de comprar um vestido para festa que será daqui a pouquinho. Não seria um desapontamento total?

Ou, imagina você, apressado e ávido por comprar um novo tênis, estacionando na frente de uma lanchonete e na virtine só tem coxinha.

É o que tenho visto acontecer. Muitos desencontros.

Saiba o que é antes

Pessoas aflitas querendo alívio para suas demandas de uma lado e uma abordagem mal compreendida em sua essência de outro.

Muitos aderem à Constelação Familiar achando que ela é um fenômeno do além e que envolve espíritos, por exemplo, e ela não é isso.

E, muito menos um constelador vai conversar com os mortos e apaziguar brigas ancestrais. Não se trata disso.

Muitos entendem que depois que os representantes se movimentam no que chamamos de “campo” algo quase-mágico acontece lá no “familiar-problema” que está a quilometros de distância – como se fôsse um trabalho de magia para mudar o outro.

Questões como ‘’posso constelar meu marido?’’ é a top 10 das perguntas que nos chegam.

Claro que não.

Não se constela ninguém a não ser nós mesmos.

Não é rápido, nem é mágica

Outros tantos exigem que após a sessão com um facilitador o dinheiro comece a chegar como que por encanto à sua porta.

Ou que todos as empresas abram as portas pra ele na hora de pedir emprego.

Ou que o marido, de repente, torne-se gentil e mais perfumado.

Ou que a irmã chata, de súbito, torne-se a Madre Tereza de Calcutá de tão abençoada e fofa.

Ora, ora. Isso é que é entrar no açougue querendo encontrar um vestido de festa com caimento perfeito do tipo “foi feito pra mim”.

Claro que alguém com tal pensamento vai se frustrar, adoecer-se, iludir-se.

Claro que tomada assim a Constelação Familiar (e qualquer outra abordagem) é perigosa e decepcionante.

Não resolve tudo

A Constelação Familiar não se propõe a isso que foi dito e quem quer colocá-la assim musculosa e heroica não compreendeu sua substância ainda – o que é uma pena!

Spotify | Constelação para ouvir

Os pingos nos is

Agora, quem é o responsável por esse perigo?

Talvez seja essa a questão maior, será que não?

Será que é o cliente que anda buscando sapato na lanchonete ou será que é o facilitador que abre um açougue, mas anuncia “temos vestido de festa’’?

Como diz Bert Hellinger, as duas pontas estão envolvidas no encontro entre cliente e constelador.

Ambos estão envolvidos. É um acordo. Não é algo unilateral.

Se o cliente coloca a culpa no facilitador está numa postura de inocência total – e vice-versa.

Dica

Então deixo a dica para as duas pontas.

Aos Clientes diria: busquem informações coerentes e tenham calma em suas escolhas. Assumam suas escolhas. Isso evita doença.

Autorresponsabilidade evita doença e faz crescer.

E, enquanto facilitadora, digo-me: seja clara com sua audiência e potenciais clientes. E, ao percebê-los encantados e iludidos, caberá a mim provocar-lhes (na medida do possível) a des-ilusão e des-apontá-los. Assim re-aponto, cada um deles, ao centro.

E como diz Hellinger ‘’no centro sentimos leveza’’.

Assim, cessam-se os perigos e sobra-nos a vida.

 


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar | Atendimento Online com Bonecos & Cursos

Como se dá o Atendimento Online com Bonecos?

Isabela Couto Machado, tem formação em Psicanálise, estudou Psicologia, é Cientista Religiosa e se considera uma divulgadora dos princípios sistêmicos, da filosofia de Bert Hellinger e da Constelação Familiar. É especialista no atendimento individual com bonecos. Atende de forma ONLINE (via skype) com bonecos digitais e também no formato presencial em Betim/MG.

15 comentários em “Constelação Familiar. O que é? Os benefícios e os perigos.”

  1. Sou sua fã, Li sobre o depoimento do Divaldo, o que você pode nos esclarecer sobre o q ele comenta sobre a Constelacao?

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  2. Ja constelei duas vezes e é muito especial… faço terapia ha mais de 30 anos e numa constelação vi coisas que nao enxergava no decorrer de toda a vida… adorei o artigo! Obrigada!

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  3. Gostaria de saber como funciona na prática a Constelação Familiar, do início ao fim da “sessão” (se é que podemos chamar assim).
    Acredito que quem está começando a buscar informações tem necessidade de saber sobre isso.

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  4. Salve, eu que estou agora trilhando e conhecendo CF, é algo sutil, por mais que queira pegar,mas foge das mãos não?

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