Consteladores evasivos? Duros? Ríspidos? | Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Consteladores evasivos? Duros? Ríspidos? | Constelação Familiar

[Pergunta] Isabela, você falou que podemos “cobrar” do Constelador uma explicação sobre a imagem final da nossa sessão de Constelação Familiar. Que alívio isso me trouxe!

[Comentário Possível] Atenção, atenção. Não foi isso o que eu disse. O que eu falei foi que, quando se inicia uma Constelação a imagem é uma; e que quando se termina a Constelação a imagem já ganha outras características um tanto diversas daquela inicial (mas nunca podemos prever que tanto será esse).

Imagem-impulso

Fato é que precisamos exatamente dessa imagem final para nossos próximos passos em direção a alguma solução mais possível e mais viável naquele momento.

Então, atenção!

Não vá sair por aí “cobrando” explicação dos facilitadores sobre sua imagem de solução.

Compreender o que se trata tal imagem é um trabalho seu e de sua alma, não dele.

E isso pode demandar algum tempo.

Precisar x Querer

Aqui, nessa abordagem, a pessoa vai receber o que ela precisa e não o que ela quer.

Aliás, a vida é assim – pode reparar.

O vácuo

Recebi uma mensagem de uma seguidora dizendo que fez Constelação com alguém de sua cidade e que o facilitador a deixou “no vácuo” (ou seja, ela não entendeu nada da imagem final de sua sessão e estava insatisfeita).

Eu não sei o que houve lá pois não estava presente.

Mas, há mesmo uma “orientação técnica” ou uma sugestão que o Bert Hellinger traz de sua vasta experiência, para que não se explique e nem se interprete uma Constelação para o cliente.

Aliás, o melhor momento para se terminar a sessão, segundo a observação prática de muitos facilitadores, é exatamente quando se está uns instantes antes do auge do atendimento.

Confiança

Para alguns clientes essa atitude e essa interrupção soa como descaso do constelador.

Fica mesmo, para alguns, a sensação de que o facilitador é rude, áspero e que está negando uma prestação de serviço ou algo assim.

Mas, esse traquejo é próprio do método.

Bem como, também, é próprio do método não generalizarmos isso tudo que eu acabei de falar e nem nos endurecermos pelas “técnicas” – considerando que cada caso é um caso.

O vazio útil

Isso do vazio tem uma função?

Claro que sim.

Isso provoca no cliente uma pergunta do tipo “o que raios foi aquilo?”.

Esse espaço, esse “vácuo” é extremamente fértil e des(loca) o cliente, movimenta, sacode, gera insights.

Aquilo que estava congelado passa a fluir outra vez, ou ao menos, a chance de que isso aconteça aumenta bastante.

Mobilizado x Imobilizado

O cliente, em outras palavras fica mobilizado e convocado a caminhar e agir.

Uns ficam eternamente bravos com o terapeuta (imobilizados), já outros superam essa trava e se sentem bravamente enriquecidos com a sua Constelação e com a oportunidade gerada por essa experiência (mobilizados).

Como dizia meu pai quando jogava Merthiolate no meu joelho ralado:

… arde mas cura, minha filha!

Arde, mas cura.

Ele sabia bem que eu ia odiá-lo e ficar brava mesmo com ele, então, sabe o que ele fazia?

Ele fazia, assim mesmo, o que tinha que ser feito.

Ele estava em harmonia com algo maior.

Quanto amor!


Isabela Couto

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