Fazendo assim você fica livre| Constelação Familiar – Constelação Familiar Sistêmica

Fazendo assim você fica livre| Constelação Familiar

[Pergunta] Tenho que respeitar o grupo e ao mesmo tempo transgredir esse grupo? É isso mesmo que eu ouvi?

[Comentário Possível ] Sim isso mesmo. Vinculados para ser livre.

Vou aproveitar essa pergunta e falar das consciências que nos habitam. Isso talvez nos ajude a avançar no conhecimento sobre a Constelação Familiar.

Na sua mala tem o quê?

Não dá para caminhar bem na vida contando só com a nossa consciência pessoal (essa que tem sua idade).

Tão pouco dá para contar só com a consciência coletiva, de grupo, de tribo, de clã (essa que tem centenas, milhares de anos).

Então ferrou, qual é a solução Isabela?


Uma terceira via

Bert Hellinger nos ensina que há 3 níveis de consciência aqui dentro da gente, são eles:

1- Pessoal (a idade que você tem; indivíduo);

2- Coletivo (qual será a idade de seu grupo? Milênios, talvez?);

3- Solução (um aqui-agora que honre o grupo e, também, o indivíduo-em-grupo).


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Então, nem 8, nem 80

Nem só consciência pessoal, nem só consciência arcaica. Nem só indivíduo, nem só grupo.

Pela experiência que tenho de meus atendimentos e de muitos estudos de caso que vi, o que nos leva à ruína é:

– quando estamos muito no nível pessoal e extremamente confiantes de que somos autônomos, livres e podemos viver desconectados dos nossos familiares e de nossos vínculos;

– ou, quando estamos muito emaranhados no nosso nível grupal, às histórias de nossos antepassados (seja porque adoeceram gravemente, acidentaram-se demais, ou porque houve muitos segredos, traumas, assassinatos, injustiças, falências, etc.)

Por isso comecei o texto dizendo que, para vivermos bem, não podemos contar só com a consciência pessoal e nem tão pouco podemos contar só com a consciência de grupo.


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No final dessa matemática toda o mais adequado é mesmo percorrermos uma terceira via – a da consciência de solução.

A gente chega nela percebendo os movimentos do que Bert chama de grande alma.

A grande alma é extremamente criativa. Ela cuida das coisas da vida. E a única coisa que a vida quer (se é que quer algo) é ficar viva, crescer e expandir, certo?

Algumas espécies vão ficando pelo caminho e não vingam, não se adpatam e definham.

Outras avançam um tanto mais. Parece o nosso caso (ao menos até esse ponto em que estamos).

Sabe o que nos deixou vivos enquanto espécie até os dias de hoje? Sermos grupo, trabalharmos juntos, geração após geração.

Essa é a hipótese antropológica que o meu professor Décio (do Idesv) sempre cita quando fala do arcaico em nós.


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Ser grupo é uma habilidade muito especial ligada à sobrevivência.

Estamos vivos porque na selva ficamos juntos e nos protegemos.

Estamos aqui e nos comunicando através da web (uma tecnologia de guerra) porque muitos trabalharam duro e até morreram para que isso acontecesse.

Para nós do sec. xxi é tudo bem mais leve (vacinas, automóveis, aviões, computadores, roupas, calçados, supermercados, ciência, etc).

Se vivêssemos apenas no “modo-individual” já estaríamos extintos. Mas ele nos é útil também e vamos ver porque.

De igual maneira se vivêssemos absolutamente mergulhados no “modo-grupal” repetiríamos eternamente como papagaios os mesmos gestos, ruídos e movimentos dos nossos ancestrais sem jamais evoluirmos para qualquer humanidade, ciência ou tecnologia.

E, tal qual o modo-individual, o modo-grupal também nos é importante, como acabamos de ver.

Ou seja crescemos e evoluímos porque aprendemos e estamos aprendendo (mesmo que aos trancos e barrancos) a trabalharmos em grupo e, talvez, o mais importante: estamos aprendendo a transgredir (enquanto indivíduos) esse mesmo grupo.

– Ichhh. Agora embanananou tudo aqui.

Tenho que respeitar o grupo e ao mesmo tempo transgredir esse grupo? É isso mesmo que eu ouvi?

Sim, somos seres ambivalentes. Somos clivados (divididos).

Não há existência sem conflito.


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Para haver mais-vida, mais-evolução, menos-repeteco é preciso que (nós-indivíduos) façamos algo diferente do nosso grupo (e não sempre igualzinho, tim-tim por tim-tim).

Caso contrário, numa família de alcoólicos todos teriam que ser (necessariamente) alcoólicos em todas as gerações – mas o que gente observa é diferente disso.

Ou seja, é possível um indivíduo se descolar do padrão antigo que o adoece e seguir “um pouquinho diferente” dos demais.

Olhar para nosso grupo e ali percebermos as “chances e os limites” daqueles sobrenomes todos – é ‘a’ solução.

Você investe nas chances e fica atento aos limites – isso é fazer contato com o real (cair na real).

Isso salva!

Contudo, olhar essas “familiaridades” todas sem crítica e sem julgamento – essa é a dica das Constelações Familiares.

Aí moram a saúde e o bem estar. Dizer pro arcaico, pro anterior, pro passado (como ensina Bert Hellinger):

“Pai, mãe, vou ali fazer um pouco diferente de vocês… Me olhem com amor quando eu fizer diferente…”

Fazer diferente (com essa entonação na alma) é honroso e respeitoso porque está a favor da vida, da evolução do indivíduo, da evolução do grupo e da evolução do indivíduo-no-grupo.

Em contraponto, os filhos que tentam “fazer melhor” que os seus antecessores, como se quisessem ensiná-los a viver ou desprezando o sacrifício de vida deles, estes filhos se estrumbicam feio (é o que nos revela a experiência nos atendimentos).

Então é isso. Nem só Indivíduo, nem só grupo. Indivíduos-em-grupo com reverência e sem julgar. Ai dá.

Um pouquinho diferentes, sempre. Nunca melhores.

Diferentes e avante!

Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo Idesv


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