Meus pais foram ausentes e agora? – Constelação Familiar Sistêmica

Meus pais foram ausentes e agora?

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[Pergunta] Já ouvi dizer que muitos pais se dedicam muito ao trabalho para oferecer melhores condições de vida aos filhos. Porém os filhos enxergam isso como falta de carinho e amor, solicitam mais a presença dos pais. Isso tem fundamento na constelação?

[Comentário Possível] Na visão sistêmica são “filhos exigentes”. 

 

Filhos exigentes

O que diz as Constelações Familiares sobre os filhos exigentes? 

Grande asar o deles!

Vão perder muito agindo assim. Ficam enfraquecidos.

Para Bert Hellinger isso é uma arrogância dos filhos para com os pais.

Há uma pirraça aí. Vêem distorcidamente.

E as consequências dessa birra existencial são as mais variadas.


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A falta

Ah Isabela, mas uma criança sente falta dos pais? Ela não pode reclamar, sentir?

Uma criança, ok!

Até uns 15 anos, pode ficar sim uma raiva e mágoa quanto a isso.

Mas depois disso chega, né?

Já não deveríamos pensar como criança e sim como adultos!

A visão se amplifica (ou ao menos, deveria acontecer assim). 

Certamente essa criança precisará (a seu tempo) crescer e “entrar na vida” adulta.

Ai sim experimentará por si mesma a existência, suas dificuldades, nossos limites e as regras do dia-a-dia.

 

Crescer

Tão logo essa criança cresça e entre para o mercado de trabalho, por exemplo; ou tão logo essa criança cresça e tenha seus próprios filhos, ela poderá perceber que a “ausência do papai” pode ter sido a única opção viável naquele contexto.

Bert Hellinger tem uma frase ótima que se encaixa muito bem nesse papo:

Ao invés de criticar a gente pode crescer

Contudo, o que a gente mais observa são filhos de 20, 30, 40, 60 anos com reivindicações de uma criança (é uma dor infantil deslocada para o tempo atual – algo adoecedor).

Esses filhos, geralmente, quando chegam no atendimento já são adultos e, contudo, estão convencidos, ou quase-isso, de que o insucesso pessoal deles tem tudo a ver com aquela infância abastada de dindin e escassa de amor (culpa dos pais ausentes).

É certamente uma postura que chamamos de vitimista.

Um evitamento em se tornar autoresponsável, adulto, consequente.


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Solução para esses filhos? 

Aperceberem-se nessa postura inadequada, enxergarem os pais como um homem e uma mulher (e não como super-herois); serem gratos por haver recebido vida desse pai e dessa mãe e, de quebra, ser agradecido pelos muitos bônus (comida, teto, escola, roupas, irmãos, tios, amigos, segurança, pátria, língua, medicina, etc).

Enfim, tornar-se um pequeno filho de seu grande pai e de sua grande mãe; não um juiz ou algo que o valha. 

 

Ordem

Essa é uma das Leis Sistêmicas: Ordem/Hierarquia (isso significa respeitar de verdade quem nos deu vida e cuidou de nós).

Solução para esses pais “dão-tudo”? 

Fazer um pouco menos por esses filhos e não se amedrontarem com isso. 

Geralmente esses papais e mamães que fazem-tudo pelos filhos estão “dando o que não receberam” dos seus próprios pais (e nisso pode residir uma crítica velada – eu disse pode). 

Se a postura do dou-tudo for essa que acabei de citar, quem está fora do lugar?

Provavelmente todo mundo.

Começar o trabalho em nós, primeiramente.

É sempre a melhor dica.

Deixo a reflexão.



Isabela Couto | Psicanálise | Constelação Familiar | Atendimento Online com Bonecos e Cursos

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