Carência Emocional na visão sistêmica – Constelação Familiar Sistêmica

Carência Emocional na visão sistêmica

[Pergunta] Você pode falar algo sobre carência emocional e dependência emocional na visão sistêmica?

[Comentário Possível] Nesses casos eu diria que, basicamente, o riacho caudaloso virou uma pocinha d’água; parou de receber da fonte o que antes era seu por natureza.

Quando alguém se desconecta da fonte, fica seco, empobrecido, minguado, sentindo-se sem utilidade e disfuncional.

Quem não sabe tomar da fonte, não tem para repassar adiante (há uma contabilidade ancestral aí).

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Pessoas assim interrompem um fluir natural da vida.

Esse “fluir” é uma força que vem lá de longe dos antepassados, que passa por nós aqui no presente e que precisa seguir em direção ao futuro irrigando outras gerações (os nem-ainda-nascidos).

Quem não toma (com respeito) seu grupo ancestral e todo o seu legado e sacrifício, não alimenta o futuro.

Quem age assim, geralmente, não têm moedas no bolso. Só reinvindica o tempo todo. Exige o tempo todo (para si). Como se só tivesse direitos e nenhum dever.

Quem age assim se recusa a tomar a riqueza da fonte (a riqueza de seu grupo).

Quem age assim recusa suas origens. Esnoba, em algum nível, o seu legado e a fonte que a gerou e gestou.

Daí vem a carência, daí nasce a dependência emocional.

Alguém assim que nega tomar a vida que vem dos pais (avós, tios, tetravós, etc) e que se desconecta da força de seu grupo, usa, na idade adulta, a sociedade (ou seja, as demais pessoas) para suprir sua carência.

Usa o namorado ou a namorada, usa o marido e a esposa, usa os filhos, usa o estado, usa.

Como bem dizem meus professores Décio e Wilma, essas pessoas, negando a tomar da fonte, buscam recursos no câmbio negro, no mercado paralelo (buscam fora da fonte, fora do grupo).

Essa estratégia funciona só como um paliativo, claro! Mas não sacia, não sustenta, a caristia continua.

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Solução? Advinha!

Reconhecer a fonte. Tomar o pai, a mãe e toda legião ancestral que viveram antes deles para que existissemos aqui um dia.

Re-conexão, sempre. Não há outra via!

Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com treinamento pelo #Idesv

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