Marido mimado? Constelação Familiar  – Constelação Familiar Sistêmica

Marido mimado? Constelação Familiar 

[Pergunta] Isabela, você poderia falar algo sobre homens que vivem na dependência da esposa e da mãe?

[Comentário Possível] Isso pode acontecer sim e nas Constelações chamamos os homens que se encontram nessa situação de “filhinhos da mamãe”. 

O inverso também acontece, ou seja, meninas que não desgrudam do vínculo com o pai e a isso denominamos “filhinhas do papai”.

O “filhinho da mamãe” é o produto de uma mãe que, de alguma forma, despreza ou desconsidera o homem (pai da criança), impedindo-o de exercer sua paternidade. 

Quando o homem tenta se aproximar da criança a mãe adota posturas que menosprezam o pai e suas iniciativas 

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Algo como: “pode deixar que faço isso, você não sabe fazer da forma certa.” 

Esse é o exemplo mais leve, velado e sutil, mas há muitas formas de se retirar o pai da criança. O repertório é vasto.

É a mãe que apresenta os filhos ao papai. A mãe tem esse poder e as consequências de não se fazer isso são muitas. Esse menino é quem pagará o pato mais adiante. 

Um dos resultados mais visíveis é mesmo a dificuldade desse menino (já adulto) se manter em um relacionamento amoroso saudável. 

As mulheres terão pouca ou nenhuma chance com esse rapaz. Elas sempre serão insuficientes. Na verdade o que esse menino quer (inconscientemente) é ficar sozinho mesmo; assim ele se mantém disponível para mãe e indisponível para as mulheres.

Ficar sozinho ou ser servido…

Se ele já está casado, se colocará aos cuidados de uma esposa disposta a ser mãe-dele (ou seja, que fará as vezes da mãe).  

Nesse caso, a esposa terá que fazer sua auto-análise também, certo?

Será porque essa mulher se faz mãe-de-seu-esposo? 

Certamente a esposa também está fora de seu lugar nesse cenário. Tipo, toda panela tem sua tampa.

■ Reprise das aulas no ALMA FLIX

Um relacionamento de casal que funcione se dá no “ombro-a-ombro” entre iguais.  Qualquer outro formato de relacionamento fica disfuncional mesmo. Já não é homem-mulher e sim outra coisa.

Uma parte da solução acontece quando o rapaz se aperecebe nessa condição e, como dizemos nas Constelações, “vai para a esfera do pai”. 

É com o papai que o menino aprende a ser homem.

O que isso significa? Que o rapaz agora já adolescente ou adulto se interesse em “ver” esse pai que fora eclipsado por sua mãe. Re-conhecer.

Se o pai estiver vivo, conviva com ele, faça viagens de homem, programas de homens, convivam.

Se o pai já faleceu peça informações sobre ele para quem o conheceu e fique consciente que 50% das nossas células vieram de nosso pai e ele está presente em nós (em cada gota de sangue e osso: nós somos esse pai). 

O que importa aqui é “colocar umas boas pitadas de homem” na vida desse menino. Isso enriquecerá as experiências do rapaz como homem. 

Um alerta. É importante que esse moço vá para a esfera paterna sem culpar a mamãe por haver agido assim ou assado.

Certamente ela o fez por alguma dinâmica própria de falta. Não julgá-la é imprescindível e reconhecer o papai também. 

Aliás não julgar sempre é funciona.

Outra parte da solução para o casal nessa situação fica a cargo da esposa desse homem. 

Se ela começar a exercer sua real função – que é a de mulher e não a de mãe – oportunizará uma outra espécie de relação entre os dois: uma relação verdadeira de homem e mulher.

Nesse ponto, acontece, para ambos o amadurecimento. Tudo volta ao seu lugar. Do caos ao cosmo. Constelação Familiar. 

Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo IDESV  

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